O QUE A ÁFRICA CONTA
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"O Que a África Conta": Uma Jornada pela Tradição Oral e Cultural Africana
No último dia 25 de junho, o Solar do Jambeiro, em Niterói (RJ), foi palco de uma apresentação única e envolvente que trouxe à tona a riqueza das tradições e contos populares africanos. Sob a direção de Ronald Lima, a peça intitulada "O Que a África Conta" mergulhou o público em uma jornada pela tradição oral e cultural do continente africano, trazendo à luz contos populares e poesias de grandes mestres africanos.
Com um elenco composto por Cristina Guimarães, Gabrielly Moreira, Ivan de Oliveira, Lucimar Sena, Simone Leal e Valério Bandeira, a peça levou os espectadores a uma viagem através de histórias atemporais e poesias carregadas de simbolismo e emoção.
A narrativa da peça é conduzida de forma não linear, não cronológica, refletindo as inquietações e efervescências do povo africano. Através de imagens marcantes e fatos atuais, "O Que a África Conta" propõe uma reflexão sobre o passado e o presente, aproximando emoções além do tempo.
No centro da narrativa estão os contos tradicionais africanos, contados por 'conteuses' e 'griôts', pessoas que guardam e ensinam a memória cultural das comunidades africanas. Estes contos abordam temas como autoconhecimento, convivência comunitária e reverência aos ancestrais, oferecendo ao público uma oportunidade de reconhecer elementos da cultura africana também presentes em nossa própria cultura.
Além dos contos, a peça também incorpora poesias de grandes mestres africanos, como José Craveirinha, de Moçambique, e Onésimo Da Silveira, de Cabo Verde. Suas palavras proporcionam uma narrativa simbólica, repleta de cores e imagens que evocam a essência vibrante da África.
Com uma duração de 60 minutos e classificação livre, "O Que a África Conta" é uma experiência teatral única que celebra a riqueza e a diversidade da cultura africana. Ao resgatar a tradição oral e apresentar suas histórias e poesias ao público, a peça convida a uma reflexão sobre as conexões entre passado, presente e futuro, unindo culturas e emoções de forma marcante e inspiradora. |
Elenco: Cristina Guimarães |
Figurino Simone Leal e Valério Bandeira
Direção de Movimento Cristina Guimarães
ROTEIRO E DIREÇÃO GERAL Ronald Lima
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"Que mon conte soit beau
et se déroule comme un long fil."
(Taos Amrouche).
“Que meu
conto seja bonito e se desenrole como um longo fio.”
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"O Que a África Conta" Apresentada dia 25 de junho de 2015 no Solar do Jambeiro em Niterói RJ.
SOHO ?
Por que nos chamamos SOHO BRASIL ARTES CÊNICAS
O nome SOHO carrega em si muitas camadas — como uma colagem viva de referências que atravessam o mundo, a arte, o tempo e a luz.
Soho, em Londres, já foi o bairro boêmio da luz vermelha, e hoje pulsa com ares cosmopolitas, onde convivem pubs, clubes LGBTQIA+, cultura underground, gastronomia e o vibrante Chinatown. Uma mistura instigante de margens e tendências — onde vive, inclusive, a artista Björk.
SoHo, em Nova York, é o “South of Houston Street” — um antigo distrito industrial transformado em reduto artístico. Hoje é símbolo de vanguarda, onde artistas habitam lofts luminosos e reinventam a estética urbana nas galerias de arte. Um espaço de criação livre, ousado e efervescente.
SOHO também é Sol. A sonda SOHO (Solar and Heliospheric Observatory), lançada em 1995 pela ESA e NASA, continua a estudar o Sol, muito além da expectativa de sua vida útil. Uma metáfora perfeita para a arte: persistente, reveladora e vital.
Em 2000, ao criar a SOHO BRASIL ARTES CÊNICAS, quis nomear não apenas uma companhia, mas um selo autoral. Um espaço criativo onde tudo pode acontecer:
Moda, Teatro, Dança, Carnaval, Performance, Show.
Um palco em constante movimento, guiado pela luz do Brasil e pela energia de tudo aquilo que pulsa em cena.
Soho Brasil é essa soma: do mundo e do bairro, do Sol e da rua, do artista e da coletividade.
É onde a arte entra em cena — e nunca sai.